terça-feira, 15 de julho de 2008

CONTRATO SOCIAL



Nos tempos primórdios, o que valia era a palavra. Interessante pensar e tentar imaginar como seria um acordo “de boca” sem nada assinado, formal e tal. As pessoas acreditavam fielmente na palavra dos companheiros e até mesmo dos inimigos! Não existia um ser soberano que mandava e desmandava... que ditava as leis e punia as pessoas pela transgressão das leis... Bastava a palavra...e, se por algum acaso, acontecesse algo desagradável, teria um acordo comum entre o povo e, assim, sairia desse acordo uma punição.
Como foi que isso mudou???
Ao sentir a necessidade de ter alguém justo para ditar as leis e julgar o transgressor, sistematizar e organizar o local onde vivia, o povo abriu mão de sua “liberdade” e resolveu entrar em um acordo comum em creditar nas mãos de um ser “soberano” a sua vida in tottum (termo latim que não sei se existe...hahahha). Esse ser soberano teria que ser alguém de vida ilibada... e ainda acreditavam que era uma pessoa mandada por deus! Assim, a sociedade deveria conhecer a autoridade desse ser, saber as regras e obedecê-las. E assim surgiu o Absolutismo Monárquico... uma república... hã??? República??? Claro...a monarquia é uma república, pois existe um estatuto geral, que é o que Rousseau chama de leis.
Além do rei (nobreza), existia a Igreja (clero) que andava junto ao rei coordenando essas leis.
Mas aí, começou a complicar, pois as leis só valiam para o povo. Os impostos eram absurdos, coisa do tipo que os pobres não poderiam pagar nem juntando todo o dinheiro que possuíam. E o que acontecia, então?? O rei mandava confiscar as propriedades, ou seja: não pagou, perdeu a casa!
A partir de então o povo começou a se rebelar. E foi aí que surgiram as revoltas liberais que, dentre elas, vale ressaltar a Revolução Francesa. Acredito que foi a partir de então que surgiu a tal da lei do direito à propriedade privada, que ninguém pode invadir ou pegar para si.
Mudou muita coisa, e uma das mais significativas mudanças foi a dissociação de Estado e Igreja. O Estado se tornou laico, sem influência direta da Igreja. Não deveria ser estabelecida uma religião, mas a lei iria agir para banir qualquer religião que seja socialmente prejudicial.
E o que o contrato social tem a ver com tudo isso?
O contrato social é um acordo que existe ente o povo para escolher a autoridade e ficar cientes que deverão obedecer as regras estabelecidas para o bem comum de todos. Porém, isso é uma utopia, pois requer um Estado ideal que garante direitos iguais a todos os cidadãos.
Rousseau, em seu livro Do Contrato Social, procura um Estado parecido com o que o povo deseja e longe da corrupção, onde o poder está nas mãos do povo representado pelas autoridades políticas encolhidas pelos próprios cidadãos. Rousseau afirma que o homem é a sociedade e eles estão ligados um ao outro por um pacto sortido de princípios, direitos e deveres. Deveres e direitos que deverão ser iguais a todos sem nenhuma distinção de raça, cor, poder econômico ou outra coisa, isso não importa, o que mais vale é a igualdade e liberdade entre um contrato de direitos iguais pra todos.

Ana Raquel

quarta-feira, 2 de julho de 2008

***De tudo o que ele me deu, o melhor foi um pé na bunda.***

olá pessoal!!!
O texto de hoje foi inspiração altamente feminista da maravilhosa Tati Bernardi....
Vamos ser felizes para nós mesmas... isso vai influenciar muito na nossa relação com o sexo oposto!!


-Depois de um bom tempo dizendo que eu era a mulher da vida dele, um belo dia eu recebo um e-mail dizendo 'olha, não dá mais'. Tá certo que a gente tava quase se matando e que o namoro já tinha acabado mesmo, mas não se termina nenhuma história de amor (e eu ainda o amava muito) com um e-mail, não é mesmo? Liguei pra tentar conversar e terminar tudo decentemente e ele respondeu 'mas agora eu to comendo um lanche com amigos'. Enfim, fiquei pra morrer algumas semanas até que decidi que precisava ser uma mulher melhor para ele. Quem sabe eu ficando mais bonita, mais equilibrada ou mais inteligente, ele não voltava pra mim? Foi assim que me matriculei simultaneamente numa academia de ginástica, num centro budista e em um curso de cinema. Nos meses que se seguiram eu me tornei dos seres mais malhados, calmos, espiritualizados e cinéfilos do planeta. E sabe o que aconteceu? Nada, absolutamente nada, ele continuou não lembrando que eu existia. Aí achei que isso não podia ficar assim, de jeito nenhum, eu precisava ser ainda melhor pra ele, sim, ele tinha que voltar pra mim de qualquer jeito. Decidi ser uma mulher mais feliz, afinal, quando você é feliz com você mesma, você não põe toda a sua felicidade no outro e tudo fica mais leve. Pra isso, larguei de vez a propaganda, que eu não suportava mais, e resolvi me empenhar na carreira de escritora, participei de vários livros, terminei meu próprio livro, ganhei novas colunas em revistas, quintupliquei o número de leitores do meu site e nada aconteceu. Mas eu sou taurina com ascendente em áries, lua em gêmeos e filha única! Eu não desisto fácil assim de um amor, e então resolvi que eu tinha que ser uma super ultra mulher para ele, só assim ele voltaria pra mim. Foi então que passei 35 dias na Europa, exclusivamente em minha companhia, conhecendo lugares geniais, controlando meu pânico em estar sozinha e longe de casa, me tornando mais culta e vivida. Voltei de viagem e tchân, tchân, tchân, tchân: nem sinal de vida. Comecei um documentário com um grande amigo, aprendi a fazer strip, cortei meu cabelo 145 vezes, aumentei a terapia, li mais uns 30 livros, ajudei os pobres, rezei pra Santo Antonio umas 1.000 vezes, torrei no sol, fiz milhares de cursos de roteiro, astrologia e história, aprendi a nadar, me apaixonei por praia, comprei todas as roupas mais lindas de Paris. Como última cartada para ser a melhor mulher do planeta, eu resolvi ir morar sozinha. Aluguei um apartamento charmoso, decorei tudo brilhantemente, chamei amigos para a inauguração, servi bom vinho e comidinhas feitas, claro, por mim, que também finalmente aprendi a cozinhar. Resultado disso tudo: silêncio absoluto. O tempo passou, eu continuei acordando e indo dormir todos os dias querendo ser mais feliz para ele, mais bonita para ele, mais mulher para ele. Até que algo sensacional aconteceu. Um belo dia eu acordei tão bonita, tão feliz, tão realizada, tão mulher que eu acabei me tornando mulher demais para ele.
Ele quem mesmo?